

EvoluÇÃo HistÓrica
FANFARRA DA ASSOCIAÇÃO DOS BOMEIROS VOLUNTÁRIOS DE RIO MAIOR
(Evolução Histórica)
A constituição de uma Fanfarra foi desde sempre, uma intenção e um sonho para a Direcção e Comando desta Associação. Felizmente, essa vontade concretizou-se no mandato do Sr. Comandante Dr. Eduardo Agostinho, no dia 12 de Fevereiro de 2000. Antes desta data, o Sr. Chefe José Maria Carreira, era o homem que assegurava os toques com o seu clarim, nas ocasiões em que os Bombeiros necessitavam.
O Sr. 1º Sargento António Grilo, militar da Força Aérea Portuguesa, foi o homem escolhido para fundar e erguer os primeiros pilares da Fanfarra, na data anteriormente referida. Este, com a colaboração do Sr. Chefe José Maria, com muita dedicação e vontade, não tiveram outra solução, senão angariar pessoal quase porta a porta, pois foram confrontados com muitas dificuldades de disponibilidade de pessoal. Seguidamente, o próximo desafio foi motivar os jovens e também adultos para a ambição do projecto. Depois, chegou o desafio mais difícil, que foi a aprendizagem de um instrumento. Este é um processo muito moroso, podendo ir de 3 a 10 meses, dependendo do desempenho e motivação do praticante.
Os dados estavam lançados e logo após a primeira aula, apareceu da parte dos aprendizes, o bichinho que os motivava para o longo caminho que havia para percorrer. Inicialmente os ensaios realizavam-se ao Sábado durante a tarde, onde daí se constatou, que era necessário mais tempo para ensaiar. Foi então que os ensaios passaram a ser realizados às segundas e Terças-feiras à noite. Os primeiros ensaios eram mais teóricos, mas verificou-se uma certa desmotivação, por parte dos futuros músicos, e perante este cenário, o Sr. Grilo passou a leccionar apenas a componente prática.
Um Terno de clarins operacional para o Aniversário da Associação (8 de Dezembro de 2000) era o primeiro desafio para o Chefe da Fanfarra. Realizar este desafio, fazia prever uma missão quase impossível, mas este, contou com a colaboração de mais duas pessoas, a Ana Filipe e o João Pedro. Com a colaboração destes dois amigos, o Chefe da Fanfarra empenhou-se numas determinadas tarefas, ao mesmo tempo que a Ana e João se empenhavam noutras.
Chegou o dia 8 de Dezembro e pela manhã, dez músicos (seis clarins e quatro caixas) executaram o toque da “alvorada” e mais tarde, já com mais músicos, tocaram a “Marcha de Continência” para o hastear da bandeira Nacional e desfilaram em direcção ao cemitério. Daí, a Fanfarra partiu para a igreja, onde participou na missa e no fim desta, o Sr. Padre Diogo, Reverendo da nossa freguesia, abençoou o Estandarte da nossa Fanfarra. A missão foi cumprida com êxito.
A partir daqui, outros desafios apareceram para a Fanfarra. Melhorar a performance técnica, constituir um grupo forte e unido, para não permitir futuros desfalques de pessoal e recaídas nas suas prestações artísticas, manter uma disciplina eficaz e duradoira, eram os grandes trunfos para o sucesso.
A primeira actuação da Fanfarra fora de portas, aconteceu em 24 de Junho de 2001 na cidade de Abrantes e após esta nova experiência, começamos a receber convites de outras corporações.
Infelizmente, pouco meses depois, o nosso Chefe de Fanfarra, o Sr. Grilo, enfrenta outro grande desafio, a luta pela sua vida. Este, foi bem mais sério, porque além não lhe permitir de prosseguir com o excelente trabalho que vinha a exercer até então, ainda lhe custou a vida. Faleceu depois de muito sofrimento, no ano de 2002, deixando a todos, uma profunda tristeza e saudade. Para a história, fica o seu nome, como fundador e pai da nossa Fanfarra.
No entanto, com o Sr. Grilo ainda hospitalizado, o projecto recentemente criado estava em risco de falhar. A nossa Associação entende, após uma conversa com o Sr. Grilo, da necessidade de arranjar alguém, afim de dar continuidade ao referido projecto até que se restabelecesse. É então que o Sr. 1º Sargento Pestana, também militar da Força Aérea, que havia sido proposto pelo Sr. Grilo, é muito bem recebido nesta instituição, para levar o barco a bom porto.
Foi a 3 de Junho de 2002, que Sr. Pestana apareceu em cena e é, até aos dias de hoje o responsável pela Fanfarra.
O Sr. Pestana, jovem, cheio de ideias novas e com uma enorme vontade de elevar o nome não só da Associação como da Cidade, decidiu apostar na diferença e na maneira de estar nas actuações que realiza. A Fanfarra hoje, executa marchas de exibição inéditas de elevado nível técnico, exibe-se com vários *“Tattoos” únicos e originais e nos seus desfiles, apresenta-se com formatura a 4 secções. Outras das características, é a implementação da disciplina quase militar que se insere perfeitamente na forma de estar da Fanfarra e que é muito necessária. Para o Sr. Pestana, uma Fanfarra diferente das demais comuns, era a chave do sucesso.
A Fanfarra é hoje constituída maioritariamente por jovens, é sem duvida uma aposta segura, considerando-a um pólo atractivo, que de forma lúdica e numa assunção de atitudes promotoras do exercício de uma cidadania activa e responsável, tem como finalidade mais ampla mobilizar jovens que contribuam para reforçar o Voluntariado, sendo este, o lema que dia a dia faz (re)nascer neste Corpo Activo um espírito activo, jovial, dinâmico, altruísta, capaz de cumprir com zelo e disciplina as funções que lhe estão acometidas nos domínios da defesa e da protecção da comunidade em que se insere.
Saudações musicais.
A.H.B.V.R.M. 

